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TUCUNARÉ (CICHLA SPP)

Peixe de água doce que pertence a família dos ciclídeos (cichlidae), que tem, talvez como ponto mais marcante, a linha lateral seccionada. Como  outra peculiaridade bem identificada, temos a sua maxila superior com a capacidade de se estender acentuadamente. O tucunaré ao longo de sua vida, é um peixe bastante mimético (adapta-se as estruturas ambientais). A começar pelo ocelo característico de sua cauda e até por suas barras verticais. Quando alevino, tem um traço horizontal, pois vive mais na superfície da água. Quando jovem (em algumas espécies ficam até a fase adulta), tem quase sempre muitas pintas brancas, confundindo-se assim com o cascalho do fundo dos lagos ou remansos. Ao se tornar adulto, acentuam-se normalmente suas barras verticais, adaptando-se assim às águas mais profundas. Na época de acasalamento os machos criam uma protuberância acentuada nas suas testas. Hoje existem 14 espécies identificadas, sendo que apenas cinco têm nome científico. Considerado por "The Fishing World" o grande campeão brasileiro da pesca esportiva, terá seu estudo aprofundado em "The Best of the Peacock Bass". Introduzido com sucesso nas represas das hidroelétricas do sudeste, os tucunarés amarelos e azuis fazem a alegria dos pescadores esportivos. O desafio maior, fica por conta de se tentar capturar um tucunaré azul na região amazônica, que é o peso pesado da categoria. As iscas mais emocionantes para a sua captura, são as artificiais de superfície. Porém, as de meia água e de fundo, muitas vezes mostram melhor resultado. Imbatíveis, embora não tão esportivas, são as iscas naturais vivas, como o lambari, durinho, etc. A sua carne é de excelente qualidade, sendo considerado um dos peixes mais versáteis na culinária. Desde um sashimi até um peixe grelhado, e passando por uma torta, tudo é possível se elaborar com o tucunaré. Alguns dos bons locais de pesca na região sudeste são: Itumbiara, São Simão, Emborcação, Água Vermelha, Ilha Solteira, Jupiá, Pereira Barreto, Nova Avanhandava, Três Marias, Furnas, Marimbondo, Volta Grande, etc. Já na região Amazônica, os rios Uatumã e Negro são os mais requisitados. Fechando o circuito, têm-se a região do Araguaia com os seus lagos muitas vezes escondidos dentro de matas de acesso dificultado. Embora não haja uma legislação específica, é consenso entre os pescadores esportivos que espécimes menores de 35 cm devam ser soltos.